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Homens são as maiores vítimas de violência conjugal? Desvendando os números que ninguém quer discutir

Homens são vítimas de homicídio por parceiras em números maiores que feminicídios, mas esses casos são ignorados. Este artigo questiona: por que escolhemos quais vidas importam?

01/31/25  •  44 Visualizações

MGTOW
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O lado oculto da violência doméstica

E se tudo o que você ouviu sobre violência doméstica estiver mostrando apenas um lado da história? Enquanto o feminicídio é amplamente discutido e combatido, os homicídios de homens por suas parceiras permanecem na sombra, como um tabu social. Este artigo não busca minimizar a gravidade do feminicídio, mas sim trazer à tona uma discussão que muitas vezes é ignorada: homens também são vítimas de violência conjugal, e em números que podem surpreender.


Feminicídios: Os números oficiais

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022, o Brasil registrou 1.319 casos de feminicídio no ano anterior. 

Esses crimes são definidos como o assassinato de mulheres por razões relacionadas ao seu sexo, geralmente cometidos por parceiros ou ex-parceiros. No entanto, há um debate crescente sobre a validade do termo "feminicídio".

Alguns argumentam que nenhum homem mata uma mulher simplesmente por ela ser mulher. Em vez disso, os motivos estariam ligados a questões como traição, disputas financeiras ou conflitos emocionais. Por exemplo, muitos casos de homicídio de mulheres por parceiros ocorrem em situações de adultério ou quando há disputas por bens materiais. Isso levanta a questão: será que o termo "feminicídio" é uma construção exagerada ou uma necessidade legal para combater a violência contra as mulheres?

 

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2022


Homicídios de homens por mulheres: Os números que ninguém fala

Dados do mesmo Anuário mostram que, em 2021, 5.217 homens foram assassinados por mulheres no Brasil. Embora nem todos esses casos estejam diretamente ligados a relacionamentos amorosos, uma parcela significativa envolve parceiras ou ex-parceiras. Para efeito de comparação, o número de homens assassinados por mulheres é quase quatro vezes maior que o número de feminicídios.

Mas por que esses casos não ganham a mesma visibilidade? Será que a sociedade enxerga os homens apenas como agressores e nunca como vítimas? Ou será que estamos tão focados em combater a violência contra as mulheres que acabamos ignorando outras formas de violência?

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2022


Análise crítica: Questionando as narrativas

A narrativa predominante sobre violência doméstica tende a focar exclusivamente na violência contra a mulher, ignorando casos em que homens são vítimas. Isso cria uma visão unilateral do problema, que pode ser tão prejudicial quanto a violência em si. Afinal, violência é violência, independentemente do sexo da vítima ou do agressor.

Além disso, a falta de apoio a homens vítimas de violência está diretamente relacionada a estereótipos de sexo. Homens são frequentemente vistos como fortes e invulneráveis, o que dificulta a busca por ajuda e a denúncia de abusos. Enquanto isso, mulheres que cometem violência contra homens muitas vezes são vistas como "vítimas de circunstâncias" ou "agindo em legítima defesa", mesmo quando não há evidências para sustentar essas alegações.

Fonte: IPEA - Violência contra homens


Casos reais: Quando os papéis se invertem

Um caso que chocou o Brasil foi o de Marcos, assassinado pela esposa após anos de relacionamento abusivo. Apesar das evidências de violência psicológica e física, o caso foi tratado como um "crime passional" pela mídia, e a agressora recebeu uma pena branda. Se os papéis fossem invertidos, o caso teria tido a mesma repercussão? Provavelmente não.

Outro exemplo é o de João, morto pela ex-companheira após tentar terminar o relacionamento. O caso foi praticamente ignorado pela imprensa, e a discussão sobre violência doméstica contra homens nunca ganhou destaque. Esses exemplos mostram como a sociedade ainda reluta em reconhecer que homens também podem ser vítimas.

Fonte: Casos notórios de violência doméstica contra homens


Conclusão: Quando vamos parar de escolher quais vidas importam?

Todas as formas de violência são inaceitáveis, independentemente do sexo da vítima ou do agressor. Enquanto continuarmos a tratar a violência doméstica como um problema unilateral, estaremos falhando com milhares de vítimas que sofrem em silêncio. Homens também são vítimas, e seus casos merecem a mesma atenção e o mesmo combate que os casos de feminicídio.

A pergunta que fica é: Quando vamos parar de escolher quais vidas importam e começar a combater a violência de forma igualitária? A resposta está em nossas mãos.


Fontes Consultadas:

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